Multidão ilumina a Prainha no encerramento da terceira maior celebração mariana do Brasil.
Festa da Penha
A edição de 2026 da Festa da Penha entrou para a história não apenas pelo recorde impressionante de 2,7 milhões de fiéis, mas pela atmosfera de profunda espiritualidade que tomou conta do Espírito Santo.
Sob o tema "Fazei de nós instrumentos da paz", inspirado nos 800 anos do legado de São Francisco de Assis, o evento reafirmou sua grandeza agora como Patrimônio Cultural Nacional.
Fotos: Festa da Penha
O encerramento na Prainha foi um espetáculo à parte. A celebração, presidida pelo arcebispo Dom Ângelo Mezzari, transformou o solo de Vila Velha em um mar de luzes.
Em sua homilia, o arcebispo destacou a coragem que nasce da devoção mariana: "A Virgem Maria é aquela que nos visita", pontuou, recordando os nove dias intensos que somaram 50 missas e 14 romarias.
Momentos que Marcaram A Romaria dos
Homens manteve sua hegemonia com 1,2 milhão de peregrinos, enquanto a Romaria das Mulhereslevou 100 mil vozes às ruas. Mas houve espaço para o novo: a realização inédita da bênção para os casais e o vigor da Vigília Jovem, com 3 mil participantes, mostraram que a tradição se renova.
Dos gestos simples, como a bênção de fotos e chaves, ao simbolismo do Terço Gigante içado no Convento, cada detalhe reforçou a fé encarnada no cotidiano.
A missão também transpôs fronteiras: a Penha Peregrina percorreu pela primeira vez o interior do estado e visitou unidades prisionais, levando esperança aos mais necessitados.
Como bem resumiu o frei Gabriel Dellandrea, guardião do Convento: "Somos artesãos da paz".
Ao som do hino de Nossa Senhora da Penha, a festa foi encerrada com o compromisso de levar a luz do Espírito Santo para o resto do ano. O evento contou com a organização da Mitra Arquidiocesana, do Convento e da Associação das Obras Franciscanas, com o apoio fundamental do Governo do Estado e de grandes parceiros da iniciativa privada.
Giro da Festa:
- Luz no Caos: O gesto dos fiéis erguendo luzes na missa final foi o símbolo máximo da paz desejada para 2026.
- Diversidade: Romarias de Conguistas, Cavaleiros e Pessoas com Deficiência mostraram uma Igreja viva e inclusiva.
- Patrimônio: O novo título nacional eleva o status da festa para além da religião, consolidando-a como joia cultural brasileira.
Por: Edu Coutinho
Edu coutinho é o idealizador do Portal Resenhando e colunista principal

