A maior celebração do audiovisual no Espírito Santo reuniu artistas, cineastas e produções de todo o país em uma noite marcada por reconhecimento, emoção e grandes histórias do cinema brasileiro.
Amãdau Mirim
O cinema brasileiro teve uma grande noite de celebração no Espírito Santo. O 33º Festival de Cinema de Vitória encerrou sua programação neste sábado (25) anunciando os vencedores do Troféu Vitória e dos prêmios especiais, reunindo realizadores, artistas e profissionais do audiovisual em uma edição marcada pela diversidade de histórias e olhares.
Durante o evento, que movimentou Vitória desde o último dia 18, foram exibidos 87 filmes selecionados pela Comissão de Seleção entre eles 80 curtas-metragens e sete longas-metragens distribuídos em 11 mostras competitivas, com produções realizadas entre 2025 e 2026.
Entre os grandes destaques da noite esteve o longa capixaba “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté”, de Marcelo Guarani (Wera Djekupe), vencedor do Troféu Vitória de Melhor Filme pelo júri oficial e também pelo júri popular da 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas.
A produção ainda conquistou o prêmio de Melhor Contribuição Artística.
O filme “As Florestas da Noite”, de Priscyla Bettim e Renato Coelho, também brilhou na premiação, garantindo três troféus: Melhor Direção, para Priscyla Bettim e Renato Coelho; Melhor Roteiro, para Priscyla Bettim; e Melhor Interpretação, para Veronica Valenttino.
Já o prêmio de Melhor Fotografia ficou com Carol Quintanilha, pelo documentário “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai.
Premiados da 16ª Mostra Competitiva Nacional de Longas
Troféu Vitória – Melhor Filme (júri oficial e júri popular)
• A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté — Marcelo Guarani (Wera Djekupe) (DOC, ES, 75’)
Melhor Direção
• Priscyla Bettim e Renato Coelho — As Florestas da Noite (FIC, SP, 76’)
Melhor Roteiro
• Priscyla Bettim — As Florestas da Noite
Melhor Fotografia
• Carol Quintanilha — A Fabulosa Máquina do Tempo (DOC, RJ, 72’)
Melhor Contribuição Artística
• A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté — Marcelo Guarani
Melhor Interpretação
• Veronica Valenttino — As Florestas da Noite
Menções Honrosas
• Entre o Sucesso e a Lama — Cristiano Burlan
• Malaika — André Morais
Curtas-metragens também foram destaque
Na 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, o grande vencedor do júri oficial foi “Tião Personal Dancer”, de Aristótelis Tothi, que também levou o prêmio de Melhor Direção.
O público escolheu como Melhor Filme “O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?”, de Julia Uliana e Natália Dornelas, produção capixaba que ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri.
Outro destaque foi “Irmã”, de Anderson Bardot, que conquistou dois troféus: Melhor Fotografia, para Andie Freitas, e Melhor Interpretação, para Arthur Batista Leão.
Premiados da 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas
Melhor Filme – Júri Oficial
• Tião Personal Dancer — Aristótelis Tothi (FIC, GO, 23’)
Melhor Filme – Júri Popular
• O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou? — Julia Uliana e Natália Dornelas (FIC, ES, 14’)
Melhor Direção
• Aristótelis Tothi — Tião Personal Dancer
Melhor Roteiro
• Kimberly Palermo — A Tragédia da Lobo-Guará (ANI, RJ, 18’)
Melhor Fotografia
• Andie Freitas — Irmã (FIC, ES, 25’)
Melhor Contribuição Artística
• Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. — Morfeu e Caronte (FIC, RJ, 13’)
Melhor Interpretação
• Arthur Batista Leão — Irmã
Prêmio Especial do Júri
• O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?
Menção Honrosa
• Espírito São – O Lugar de Toda Fé — Matheus Costa e Breno Chamon
Outras mostras premiaram novos olhares do cinema brasileiro
Na 16ª Mostra Quatro Estações, os vencedores foram:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Marimbã Está Acontecendo — Maryn Marynho
Melhor Filme – Júri Popular
• Noites Proibidas — Júlio Cesar
Menção Honrosa
• Picumã — Sladká Meduza
Na 15ª Mostra Foco Capixaba, o destaque ficou com:
Melhor Filme – Júri Oficial e Popular
• Liberdade de Morar — Penha Souza
Na 15ª Mostra Corsária:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Filme-Copacabana — Sofia Leão
Melhor Filme – Júri Popular
• Depois Levanta Voo ou Abisma-se — Marcus Neves e Aline Dias
Menção Honrosa
• Vim e Irei Como Uma Profecia — Fábio Rogério
Na 13ª Mostra Outros Olhares:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Grão — Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa
Melhor Filme – Júri Popular
• Pra Morrer Basta Estar Vivo — Francisco Xavier
Menção Honrosa
• Kika Não Foi Convidada — Juraci Júnior
Na 11ª Mostra Mulheres no Cinema:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Núbia — Barbara Bello
Melhor Filme – Júri Popular
• Lactação — Fernanda Taddei
Na 11ª Mostra Cinema e Negritude:
Melhor Filme – Júri Oficial
• O Pai da Rainha de Angola — Rodrigo França
Melhor Filme – Júri Popular
• Dentro do Meu Peito Mora um Cão — Gabriel Afonso
Menção Honrosa
• Dentro do Meu Peito Mora um Cão — Gabriel Afonso
Na 10ª Mostra Nacional de Videoclipes:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Monalisa — Lucas Sá
Artista: Frimes
Melhor Filme – Júri Popular
• Filtro — Rayan Casagrande e Vinicius Caus
Artista: Inseton
Menção Honrosa
• Até — Victorhugo Amorim, Taciano Faccini e Gabrielle Nalli
Artista: Ronnie Silveira
Na 9ª Mostra Nacional de Cinema Ambiental:
Melhor Filme – Júri Oficial e Popular
• Bijupirá — Eduardo Boccaletti
Na 8ª Mostra Do Outro Lado – Cinema Fantástico:
Melhor Filme – Júri Oficial
• Ybi — Eliza Telles e Begê Muniz
Melhor Filme – Júri Popular
• Cordão de Prata — Getulio Ribeiro
Prêmios especiais encerraram a celebração
O Prêmio Canal Brasil de Curtas foi entregue ao filme “Irmã”, de Anderson Bardot, eleito o Melhor Filme da 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, com troféu e premiação de R$ 15 mil.
O Prêmio Sesc Glória reconheceu “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté”, de Marcelo Guarani/Wera Djekupe.
Já o Prêmio Stone Milk de Pós-Produção premiou:
Melhor Longa-Metragem
• A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté — Marcelo Guarani
Melhor Curta-Metragem
• Tião Personal Dancer — Aristótelis Tothi
Melhor Videoclipe
• Monalisa — Lucas Sá
Artista: Frimes
Consultoria de Projetos para Pós-Produção (júri popular)
• O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou? — Julia Uliana e Natália Dornelas
Com patrocínio da Petrobras e da Vale, copatrocínio do Banestes por meio da Lei Rouanet e realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 33º Festival de Cinema de Vitória reafirmou seu papel como uma das principais vitrines do audiovisual brasileiro.
Por: Edu Coutinho
Edu coutinho é o idealizador do Portal Resenhando e colunista principal
