Com shows, oficinas, exposição fotográfica e ações educativas, o Festival Turmalina chega ao Espírito Santo para valorizar a produção artística e cultural de mulheres negras.
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Vitória receberá, entre julho e novembro, a primeira edição do Festival Turmalina, iniciativa inédita no Espírito Santo dedicada ao protagonismo de mulheres negras nas artes.
Com entrada gratuita e atividades distribuídas entre o Cais das Artes e o Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), o projeto reunirá música, fotografia, formação profissional e ações educativas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira.
Inspirado na resistência da turmalina negra, o festival nasce com a proposta de ampliar espaços de visibilidade, circulação e formação para artistas negras, promovendo encontros entre diferentes gerações, linguagens artísticas e territórios culturais.
A programação tem início no dia 18 de julho, no Cais das Artes, com a etapa musical do evento.
A curadoria busca aproximar artistas contemporâneas de importantes representantes da cultura popular afro-capixaba, criando um diálogo entre tradição e novas expressões artísticas. Entre os nomes confirmados estão Maria Laurinda Adão e Dona Isolina, mestras reconhecidas pela preservação de saberes ancestrais e pela atuação em manifestações culturais como o caxambu e o bate-flechas.
Além dos espetáculos, o Festival Turmalina também investe em formação e capacitação.
Entre julho e novembro serão oferecidas oficinas gratuitas voltadas especialmente para mulheres, abordando temas como afroempreendedorismo, produção executiva de projetos culturais e letramento racial.
A proposta é fortalecer a presença feminina negra tanto nos palcos quanto nos bastidores da cadeia produtiva da cultura.
Em outubro, o projeto inaugura sua etapa de artes visuais com uma exposição inédita no Mucane.
A mostra será composta por trabalhos selecionados por meio de um edital nacional exclusivo para fotógrafas negras, ampliando a visibilidade da produção visual feminina e incentivando a circulação de novas narrativas sobre identidade, memória e representatividade.
O espaço expositivo contará ainda com mediação cultural e visitas guiadas para estudantes da rede pública, aproximando jovens de discussões sobre ancestralidade, patrimônio cultural e diversidade.
Outro destaque da iniciativa é sua ação social. O acesso aos shows acontecerá mediante a doação solidária de pacotes de absorventes higiênicos, que serão destinados a instituições parceiras do Espírito Santo.
A proposta busca contribuir para o combate à pobreza menstrual e ampliar o debate sobre dignidade e inclusão.
Todas as atividades serão gratuitas e contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição e espaços adaptados para pessoas com deficiência.
A programação musical completa será anunciada em breve pela organização do evento.
