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Festival Turmalina celebra protagonismo de mulheres negras no ES
Publicado em 18 de junho de 2026 às 22:52
Festival Turmalina celebra protagonismo de mulheres negras no ES Com shows, oficinas, exposição fotográfica e ações educativas, o Festival Turmalina chega ao Espírito Santo para valorizar a produção artística e cultural de mulheres negras. Reprodução

Vitória receberá, entre julho e novembro, a primeira edição do Festival Turmalina, iniciativa inédita no Espírito Santo dedicada ao protagonismo de mulheres negras nas artes. 


Com entrada gratuita e atividades distribuídas entre o Cais das Artes e o Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane), o projeto reunirá música, fotografia, formação profissional e ações educativas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira.


Inspirado na resistência da turmalina negra, o festival nasce com a proposta de ampliar espaços de visibilidade, circulação e formação para artistas negras, promovendo encontros entre diferentes gerações, linguagens artísticas e territórios culturais.


A programação tem início no dia 18 de julho, no Cais das Artes, com a etapa musical do evento. 


A curadoria busca aproximar artistas contemporâneas de importantes representantes da cultura popular afro-capixaba, criando um diálogo entre tradição e novas expressões artísticas. Entre os nomes confirmados estão Maria Laurinda Adão e Dona Isolina, mestras reconhecidas pela preservação de saberes ancestrais e pela atuação em manifestações culturais como o caxambu e o bate-flechas. 


Além dos espetáculos, o Festival Turmalina também investe em formação e capacitação. 


Entre julho e novembro serão oferecidas oficinas gratuitas voltadas especialmente para mulheres, abordando temas como afroempreendedorismo, produção executiva de projetos culturais e letramento racial. 




A proposta é fortalecer a presença feminina negra tanto nos palcos quanto nos bastidores da cadeia produtiva da cultura.


Em outubro, o projeto inaugura sua etapa de artes visuais com uma exposição inédita no Mucane. 


A mostra será composta por trabalhos selecionados por meio de um edital nacional exclusivo para fotógrafas negras, ampliando a visibilidade da produção visual feminina e incentivando a circulação de novas narrativas sobre identidade, memória e representatividade.


O espaço expositivo contará ainda com mediação cultural e visitas guiadas para estudantes da rede pública, aproximando jovens de discussões sobre ancestralidade, patrimônio cultural e diversidade.


Outro destaque da iniciativa é sua ação social. O acesso aos shows acontecerá mediante a doação solidária de pacotes de absorventes higiênicos, que serão destinados a instituições parceiras do Espírito Santo. 


A proposta busca contribuir para o combate à pobreza menstrual e ampliar o debate sobre dignidade e inclusão.


Todas as atividades serão gratuitas e contarão com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, audiodescrição e espaços adaptados para pessoas com deficiência.


A programação musical completa será anunciada em breve pela organização do evento.

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